“Ensina-me de várias maneiras, pois
assim sou capaz de aprender.”
Cíntia Leão Silva
TOD,
DI e TEA
(Transtorno Opositor desafiante, Deficiência Intelectual Transtorno do Espectro Autista
(Transtorno Opositor desafiante, Deficiência Intelectual Transtorno do Espectro Autista
Como agir?
•Você deve agir
naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual.
•Trate-a com respeito
e consideração. Se for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente,
trate-a como adolescente, e se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
•Não a ignore.
Cumprimente e despeça-se dela normalmente, como faria com qualquer pessoa.
•Dê-lhe atenção,
converse e verá como pode ser divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.
•Não superproteja a
pessoa com deficiência intelectual. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha
tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.
•Não subestime sua
inteligência. As pessoas com deficiência intelectual levam mais tempo para
aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.
SE COLOQUE SEMPRE NO LUGAR DO OUTRO, SER SENSÍVEIS A CADA SITUAÇÃO AJUDA A PENSAR EM ESTRATÉGIAS DE ENSINO. NÃO É NADA MIRABOLANTE, SE TORNA ALGO COMUM PERCEBER O OUTRO.
TOD
•Quem de nós nunca se
deparou com uma criança extremamente opositiva, desafiadora, que discute por
qualquer coisa, que não assume seus erros ou responsabilidades por falhas e que
costuma sempre se indispor com os demais de seu grupo ou de sua família de maneira
a demonstrar que a cada situação será sempre difícil convencê-lo, mesmo que a
lógica mostre que suas opções estão evidentemente equivocadas? Se você conhece
uma criança assim, provavelmente ela tem Transtorno Opositivo-Desafiador.
•Tal quadro leva a
severas dificuldades de tempo e de avaliação para analisar regras e opiniões
alheias e intolerância às frustrações, levando a reações agressivas,
intempestivas, sem qualquer diplomacia ou controle emocional. Essas crianças
costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos de
amizades. Não raro, sofrem bullying e são retiradas de eventos sociais e de programações da
escola por causa de seu comportamento difícil. Os pais evitam sair
ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa. Entre os
irmãos, são preteridos, mal falados e considerados como “ovelhas negras”
tratados, assim, diferentes e mais criticados pelos pais.
•Os sintomas podem
aparecer em qualquer momento da vida, mas é mais comum entre os 6 e 12 anos
Trata-lo com educação, abaixar e ficar na mesma altura ao necessitar orientar sobre algo, nunca se referir de cima para baixo ou intimida-lo, falar de forma firme porém suave e ter jogo de cintura para também desafia-lo a fazer o que é correto. Procure perceber seus gostos e elogiar, pergunte sobre suas preferências e inicie um diálogo. Essa criança quer ser ouvida! 🥰
O QUE PRECISAMOS OBSERVAR
•ÁREA DE COMUNICAÇÃO
(Receptiva, expressiva e escrita)
•AUTONOMIA (pessoal,
doméstica e comunidade)
•SOCIALIZAÇÃO
(interpessoais, jogos e lazer e regras sociais)
•MOTROCIDADE (global e
fina)
•ÁREA DE
COMPORTAMENTO DESAJUSTADO
TEA
•No espectro, o grau
de gravidade varia de pessoas que apresentam um quadro leve, e com total
independência e discretas dificuldades de adaptação, até aquelas pessoas que
serão dependentes para as atividades de vida diárias (AVDs), ao longo de toda a
vida.
•Prejuízo na interação social,
prejuízo acentuado no uso de múltiplos comportamentos não verbais, tais como contato
visual direto, expressão facial, posturas corporais e gestos para regular a
interação social.
•fracasso em
desenvolver relacionamentos com seus pares apropriados ao nível de desenvolvimento,
falta de tentativa
espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas
(p.e., não mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse), falta de
reciprocidade social ou emocional.
•Primeiro passo é
descobrir dentro de uma escala, em qual fase ele está.
•Este será o ponto de
partida para que possamos iniciar o trabalho sem que pule etapas.
Existem variadas
escalas de comportamento adaptativo
a fim de ajustar o
planejamento, a implementação e avaliação de programas de intervenções às necessidades desse
público.
Essas escalas nos dão
suporte em nosso ponto de partida.
As
fases de desenvolvimento da teoria piagetiana. Os
estágios de Piaget são um conjunto de estágios no processo de desenvolvimento
humano que ocorre no tempo. Por exemplo, o tipo de linguagem que as
crianças usam dependerá de sua idade (palavras inventadas, pseudopalavras, usando a terceira
pessoa, ecolalia, etc.), bem como seu pensamento (auto-centrado, na medida em que
tudo acontecendo no mundo está acontecendo na frente dele ou ela), ou
habilidades físicas (imitar, rastejar, andar, correr, etc.). Todo
esse desenvolvimento do processo cognitivo ocorre de forma
contínua e progressiva nos estágios de Piaget, dependendo da idade aproximada.
•Nem todas as crianças
atingem os mesmos estágios exatamente da mesma idade, mas há “períodos
sensíveis” para todas as idades , onde é mais provável que uma
criança desenvolva certas habilidades cognitivas. Ao longo
do desenvolvimento, é mais fácil aprender uma habilidade determinada em
uma era específica.
ESSAS SÃO AS ESCALAS DE PIAGET
•1- Estágio sensorimotor
(crianças de 0 a 2)
•2- Fase pré-operatória (2-7 anos de idade)
•3- Estágio operacional concreto (7-11 anos)
•4- Operacional formal (11 anos e mais)
VINELAND
•Vineland- a finalidade é medir
o desenvolvimento
social de uma população normal e cujos resultados podem ser comparados com os
de indivíduos autistas. São pontuações
designado para a idade que devem ser registradas.
•BOS – é um
instrumento desenvolvido com o objetivo de investigar o grau de severidade dos
autistas em níveis comportamentais. A metodologia desta escala compreende a
observação por filmagem da criança em contexto de brincadeira ou jogo com
brinquedos adequados à sua idade.
•Já a ECA – é um
procedimento de avaliação contínua, utilizado por todas as pessoas que
trabalham com a criança e que aborda os domínios da comunicação, percepção e
imitação
Portage - O guia é um
esforço em operacionalizar cada um dos 580 itens do Inventario Portage, propondo-lhes
definições, critérios, especificação das condições de avaliação e descrição do
material. Abrange cinco áreas de desenvolvimento – desenvolvimento motor,
cognição, linguagem, socialização e autocuidados, distribuídas por faixa etária
de 0 a 6 anos, e uma sexta área – estimulação infantil – específica para bebês.
Pode ser usado por um leque de profissionais, tais como psicólogos, educadores,
pediatras e neuropediatras, fisioterapeutas, terapeutas-ocupacionais,
fonoaudiólogos, enfermeiros, berçaristas bem como pais de crianças com ou sem problemas de
desenvolvimento
MÉTODOS
Linha comportamental (ABA e Teacch).
O
ABA (Applied Behavior Analysis)
Análise de comportamento aplicado
•Vem de uma linha de
tratamento chamada terapia comportamental, que é usada para reduzir os
comportamentos inadequados e aumentar os desejados por meio de recompensas.
Quando a criança pratica o tratamento desejado, recebe a recompensa; quando
ocorre o não desejado, não recebe.
•ABA é uma disciplina
objetiva. ABA se concentra na medição confiável e avaliação objetiva do
comportamento observável.
•Por exemplo, se uma
criança consegue chamar a atenção dos pais ao bater a cabeça contra a parede
-muitas crianças com autismo se agridem-, ela aprende que, com o comportamento,
pode obter o que deseja. O adequado seria tomar uma atitude que não a recompense,
por exemplo, não dando atenção ao fato.
•Para aumentar comportamentos de
(procedimentos de
reforço aumentar o comportamento de tarefa, ou interações sociais);
•Para ensinar novas
habilidades (por exemplo, os procedimentos de instrução e reforço sistemáticos
ensinar habilidades funcionais de vida, habilidades de comunicação e
habilidades sociais);
•Para manter
comportamentos (por exemplo, o ensino de procedimentos de autocontrole e auto-monitoramento para manter e
generalizar as habilidades sociais relacionadas com o trabalho);
•Generalizar ou
transferir o comportamento de uma situação ou resposta a outra (por exemplo, de
completar as tarefas em sala de recursos para um desempenho tão bom na sala de
aula regular);
•Para restringir ou
condições estreitas sob o qual ocorrem comportamentos interferem (por exemplo,
modificar o ambiente de aprendizagem); e
•Para reduzir
comportamentos de interferência (por exemplo, auto-lesão ou estereotipias).
•O tratamento para o
autismo é geralmente muito intenso e abrangente, por isso envolve toda a
família da criança e uma equipe de profissionais. Alguns programas podem ser
postos em prática na casa dos indivíduos. Os que são feitos em casa, podem ser
com a presença de profissionais especialistas e terapeutas treinados ou podem
incluir um treinamento para que os pais possam servir como terapeutas para seus
filhos, sob supervisão de um profissional. Alguns programas são feitos em um
centro especializado (em alguns países), na sala de aula ou na pré-escola.
TEACCH
•O Teacch (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped Children)
(Tratamento e Educação
de Crianças com Necessidade de Comunicação Autista e Relacionada), também é um método comportamental, mas voltado
fundamentalmente para o ambiente pedagógico, que deve ter cuidados especiais em
relação à organização visual e estrutura. É um programa educacional e clínico com uma
prática predominantemente psicopedagógica criado a partir de um projeto de pesquisa que buscou
observar profundamente os comportamentos das crianças autistas em
diversas situações frente a diferentes estímulos.
•O método é voltado em
avaliar a criança e
determinar seus pontos fortes e de maior interesse, e suas dificuldades, e, a
partir desses pontos, montar um programa individualizado. se baseia na
adaptação do ambiente para facilitar a compreensão da criança em relação a seu
local de trabalho e ao que se espera dela.
•Por meio da organização
do ambiente e das tarefas de cada aluno, o TEACCH visa o desenvolvimento da
independência do aluno de forma que ele precise do professor para o aprendizado
de atividades novas, mas possibilitando-lhe ocupar grande parte de seu tempo de
forma independente.
•Partindo do ponto de
vista de uma compreensão mais aprofundada da criança e das ferramentas de que o
professor dispõe para lhe dar apoio, cada professor pode adaptar as idéias gerais que lhe serão
oferecidas ao espaço de sala de aula e aos recursos disponíveis, e até mesmo às
características de sua própria personalidade, desde que, é claro, compreenda e
respeite as características próprias de seus alunos.
O ambiente deve ser
organizado por meio de rotinas expostas em quadros e murais. Para que a
criança possa reconhecer onde ficam as atividades relacionadas a ela e assim
colocá-las em prática.
Em relação a estrutura, o ideal é que o ambiente não tenha nenhum estímulo que possa distrair a criança, como barulhos, pessoas andando, janela com visão para o pátio, coisas penduradas na parede, brinquedos visíveis. A classe é separada em pequenos setores para a criança não ter distração, com anteparos entre um aluno e outro.
Para a comunicação, é usada a técnica alternativa chamada PECS
Em relação a estrutura, o ideal é que o ambiente não tenha nenhum estímulo que possa distrair a criança, como barulhos, pessoas andando, janela com visão para o pátio, coisas penduradas na parede, brinquedos visíveis. A classe é separada em pequenos setores para a criança não ter distração, com anteparos entre um aluno e outro.
Para a comunicação, é usada a técnica alternativa chamada PECS
•O PECS (Picture
Exchange Communication System) SISTEMA DE COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DAS FIGURAS.
•É o método de comunicação
alternativa nos indivíduos que não conseguem falar, mas apontam para figuras
como forma de conversação.
•A forma de
comunicação substitui a verbal com as figuras sendo apontadas pelas pessoas. O
material são cartões com figuras que representam objetos e situações que a
criança utiliza para expressar aquilo que deseja. Segundo o neurologista José
Salomão Schwartzman, é errado pensar que
o método pode atrapalhar o desenvolvimento da fala das pessoas com autismo.
Pelo contrário, ela ensina uma forma alternativa de comunicação, que pode até
ajudar a fala.
•Nada é mais educativo
que nossa intuição, nossa calmaria, ela nos fala o que realmente precisamos.
•Estar atentos aos
sinais, deixem que nossas crianças nos mostrem o que realmente precisam, não
somos nós que sabemos de suas reais necessidades, mas sim eles sabem do que
realmente precisam.
•Não se frustar, cada um tem seu
tempo, pensar o que realmente as pessoas com deficiências precisam é o maior
passo de ensino e aprendizado.
•Somos todos iguais em
nossas singularidades.
Vídeo, queridos
professores!
“Quanto mais longe uma criança com
autismo caminha sem ajuda, mais difícil se torna alcançá-la.” Talk
About Autism
Obrigada!
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